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ATIVIDADE FÍSICA NA DOENÇA DE PARKINSON: O que funciona para melhorar os sintomas e retardar a progressão

  • drafabiananeurolog
  • 25 de out. de 2025
  • 2 min de leitura

A Doença de Parkinson é um distúrbio neurológico progressivo que afeta o movimento e outras funções do organismo. Os sintomas e a evolução variam muito entre os pacientes, o que exige uma abordagem personalizada para alcançar melhores resultados.


Além dos tratamentos convencionais, como medicamentos e cirurgia, há cada vez mais evidências de que atividade física regular é um dos recursos mais eficazes para melhorar a mobilidade, reduzir limitações e promover qualidade de vida.


Por que a atividade física é fundamental no tratamento da Doença de Parkinson:


O exercício físico é considerado parte essencial do tratamento. Entre os benefícios mais importantes estão:

  • Melhora da marcha, equilíbrio e coordenação

  • Redução da rigidez, lentidão e tremor

  • Melhora de humor, sono e cognição

  • Diminuição do risco de quedas

  • Maior autonomia nas atividades do dia a dia

  • Possível retardo da progressão dos sintomas ao longo do tempo

ATENÇÃO! Na Doença de Parkinson, exercício é tratamento.


Quais exercícios são melhores para a Doença de Parkinson?


A escolha deve considerar o estágio da doença, limitações individuais e preferências pessoais. As principais modalidades com evidências científicas são:


Exercício aeróbico

  • Caminhada rápida, corrida, bicicleta, natação, entre outros,

  • Frequência: pelo menos 3 vezes por semana,

  • Sessões de 30 minutos,

  • Ideal: alta intensidade,

  • Se não for possível, intensidade moderada já traz benefícios.


Treino de força e resistência

  • Musculação ou faixas elásticas,

  • Frequência: pelo menos 2 a 3 vezes por semana,

  • Foco em grandes grupos musculares grandes (bíceps, quadríceps, dorsais, entre outros).


Treino neuromotor e flexibilidade

  • Treinos de equilíbrio e agilidade.

  • Frequência: pelo menos 2 a 3 vezes por semana


Atividades físicas leves

  • Possui menor nível de evidência de melhora do que as opções listadas acima, mas ainda assim, é recomenadada.

  • Caminhar mais no dia a dia, tarefas domésticas, entre outros,

  • Podem complementar outras modalidades.



Cuidados com segurança e prevenção de quedas


Antes de iniciar um programa de exercícios, recomenda-se avaliação com neurologista e acompanhamento com profissional especializado em Doença de Parkinson, principalmente em casos de:

  • Alterações importantes do equilíbrio

  • Dificuldade para caminhar

  • Quedas recentes

  • Déficits cognitivos

Programas supervisionados demonstram maior eficácia e segurança.


Quando começar? Agora!


Os benefícios da atividade física são observados em todos os estágios da Doença de Parkinson, incluindo fases iniciais. Quanto mais cedo iniciar, melhores os resultados.


Conclusão

A prática regular de atividade física:

✔ melhora sintomas motores e não motores

✔ aumenta qualidade de vida

✔ reduz limitações funcionais

✔ ajuda a retardar a progressão da doença


Exercício é tratamento para a Doença de Parkinson. Faz diferença hoje e no futuro.



Dra Fabiana de Moraes Goraieb

Neurologista Clínica

Especialista em Distúrbios do Movimento e Doença de Parkinson

CRM 163559 SP / RQE 73129


Fonte:

Trinh, J., de Vries, N. M., Chan, P., Dekker, M. C. J., Helmich, R. C., & Bloem, B. R. (2025). The role of lifestyle interventions in symptom management and disease modification in Parkinson's disease. The Lancet. Neurology, S1474-4422(25)00305-9. Advance online publication. https://doi.org/10.1016/S1474-4422(25)00305-9

 
 
 
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