top of page
Buscar

Conheça a Doença de Alzheimer

  • drafabiananeurolog
  • 11 de ago. de 2025
  • 3 min de leitura


A doença de Alzheimer é a principal causa de demência, respondendo por 60 a 80% dos casos diagnosticados.

Apesar de ser mais comum em pessoas acima de 65 anos, a Doença de Alzheimer não é uma consequência inevitável do envelhecimento. A forma de início precoce, que afeta indivíduos mais jovens, também é reconhecida e apresenta variações nos estágios da doença.

A Doença de Alzheimer é uma condição neurodegenerativa progressiva, que piora ao longo do tempo. Ela se caracteriza por alterações cerebrais que incluem o acúmulo de placas de beta-amiloide e emaranhados de proteína tau, os quais comprometem a comunicação entre neurônios e levam à morte celular. Esse processo geralmente começa nas áreas do cérebro responsáveis pela memória e avança para outras regiões, resultando em perda significativa das funções cognitivas.



Sintomas iniciais


  • Dificuldade para lembrar informações recentes, como conversas ou eventos.

  • Repetição frequente de perguntas e declarações.

  • Esquecimento de compromissos e localização de objetos em lugares inadequados.

  • Problemas para encontrar as palavras corretas durante uma conversa.

  • Desorientação temporal e espacial leve, como confusão com datas ou locais familiares.

  • Mudanças sutis no humor, como irritabilidade ou ansiedade.

Esses sinais podem passar despercebidos inicialmente, mas com o avanço da doença, tornam-se mais evidentes e impactam a vida diária do paciente.



Fatores de risco


  • Idade avançada: o maior fator de risco, com aumento significativo a partir dos 65 anos.

  • Genética: presença do gene APOE-ε4 e histórico familiar de Alzheimer elevam o risco.

  • Traumatismo craniano: especialmente múltiplos ou graves aumentam a probabilidade da doença.

  • Poluição do ar e consumo excessivo de álcool: associados a maior risco de demência.

  • Distúrbios do sono: como apneia, que podem agravar o comprometimento cognitivo.

  • Fatores cardiovasculares: sedentarismo, obesidade, hipertensão, diabetes e colesterol elevado.

  • Perdas sensoriais não tratadas: problemas auditivos e visuais podem contribuir para o declínio cognitivo.

  • Baixa escolaridade e isolamento social: menor estímulo mental e social aumentam a vulnerabilidade.

Conhecer e monitorar esses fatores permite um acompanhamento mais efetivo e oportuno.



Medidas de Estilo de Vida para reduzir o risco


  • Exercícios físicos regulares: fortalecem a saúde cerebral e cardiovascular.

  • Alimentação equilibrada: dietas como a mediterrânea, ricas em frutas, vegetais, peixes e gorduras saudáveis, são recomendadas.

  • Controle rigoroso de condições médicas: pressão arterial, diabetes e níveis de colesterol devem ser mantidos dentro dos limites ideais.

  • Abandono do tabagismo: fumar aumenta o risco de doenças cognitivas.

  • Tratamento de perdas auditivas e visuais: uso de aparelhos auditivos e correção visual contribuem para a preservação cognitiva.

  • Engajamento mental e social: participação em atividades intelectuais, culturais e sociais ajuda a manter a saúde do cérebro.

Essas práticas, embora não garantam prevenção absoluta, são estratégias comprovadas para reduzir significativamente o risco de desenvolvimento da Doença de Alzheimer e melhorar a qualidade de vida.



Tratamentos medicamentosos


Embora não exista cura para a Doença de Alzheimer, diversas opções terapêuticas ajudam a controlar os sintomas e retardar a progressão da doença. Entre as principais medicações estão os anticolinesterásicos — como donepezila, rivastigmina e galantamina — que atuam aumentando a disponibilidade do neurotransmissor acetilcolina, importante para a memória e o aprendizado. Esses medicamentos são indicados especialmente nos estágios leves a moderados da doença e podem melhorar a função cognitiva temporariamente. Outra medicação é a memantina, um antagonista dos receptores NMDA; que atua nestes receptores, melhorando a transmissão dos sinais nervosos e a memória, usado nas fazes moderadas e avançadas da doença.

Além dos anticolinesterásicos e do antagonista dos receptores NMDA, irá chegar no Brasil os anticorpos monoclonais com alvo específico para a proteína beta-amilóide, para os estágios muito iniciais da doença.

Para o manejo dos sintomas neuropsiquiátricos associados a Doença de Alzheimer, como depressão e ansiedade, podem ser utilizados antidepressivos e, quando necessário em casos de agitação, agressividade e delírios, os antipsicóticos. Estes medicamentos devem ser prescritos com cautela devido aos potenciais efeitos colaterais, e sempre avaliando o benefício clínico para o paciente.



Conclusão


O diagnóstico precoce e o acompanhamento médico são essenciais para um manejo eficaz da doença, possibilitando intervenções que podem prolongar a autonomia e o bem-estar dos pacientes. Aliado a isso, a adoção de um estilo de vida saudável contribui para minimizar os riscos e os impactos da doença.

Entender os sintomas, os fatores que influenciam o desenvolvimento da Doença de Alzheimer e as opções de tratamento é fundamental para um cuidado humanizado e eficiente.



Dra Fabiana de Moraes Goraieb

Neurologista Clínica

CRM 163559 SP / RQE 73129


Fonte:

Day GS. Diagnosing Alzheimer Disease. Continuum (Minneap Minn). 2024 Dec 1;30(6):1584-1613. doi: 10.1212/CON.0000000000001507. PMID: 39620836.


 
 
 

Comentários


consultório de neurologia campinas

Entre em contato

Av. Orosimbo Maia, 430 - sala 1108 - Vila Itapura, Campinas - SP, 13010-211

  • Instagram
  • doctoralia-png_edited
  • Whatsapp
9.jpg

© 2025  Dra Fabiana de Moraes Goraieb | CRM SP:163559/ RQE:73129 | Todos os direitos reservados | Site desenvolvido por Letícia Blota

bottom of page