Conheça a Doença de Parkinson
- 23 de jun. de 2025
- 3 min de leitura
Atualizado: 16 de jul. de 2025
O QUE É?
Um distúrbio neurodegenerativo em que as células do cérebro (neurônios) não conseguem produzir uma quantidade suficiente de uma substância química chamada dopamina, que regula o movimento.
É uma doença crônica e progressiva, ou seja, os sintomas pioram lentamente com o tempo.
Os sintomas, a progressão e a gravidade da doença variam para cada pessoa, o tratamento é individual, e o que funciona para outra pessoa pode não servir para você.
Há diversos tipos de tratamento para os sintomas da doença de Parkinson, embora ainda não haja cura.

QUAIS SÃO OS SINTOMAS?
Os sintomas motores - relacionados ao movimento, podem incluir:
Bradicinesia é uma diminuição da velocidade e amplitude/ tamanho dos movimentos. Acinesia é a dificuldade em iniciar os movimentos. Por exemplo, a pessoa pode demorar mais tempo ou apresentar dificuldade nas atividades simples do dia a dia, como levantar da cadeira ou se vestir.
Rigidez muscular é a resistência aos movimentos passivos, geralmente notada quando alguém tenta mover o membro do paciente (flexão, extensão ou rotação em torno de uma articulação). Pode ser evidenciado o sinal da roda denteada. O paciente pode perceber a rigidez muscular como uma sensação de corpo travado, com dor muscular, e as pessoas podem notar a diminuição do balanço dos braços quando o paciente caminha.
Tremor de repouso costuma ser lento e ter ritmo, comum na mão, pé ou perna, mas pode também ocorrer nos lábios, queixo ou mandíbula. Esse tremor faz com que a pessoa esfregue o polegar e o indicador, o que pode parecer um “conta moedas ou rolar pílula”. O tremor geralmente melhora quando a pessoa realiza um movimento proposital.
Instabilidade postural é a dificuldade que o paciente tem para manter o equilíbrio e controlar a postura, o que aumenta significativamente o risco de quedas.
Também pode ocorrer:
Micrografia: caligrafia/ letra pequena ou apertada ao escrever
Sialorréia: acúmulo excessivo de saliva/ baba na boca
Hipomimia: redução ou perda da expressão facial (face em máscara)
Disfagia: dificuldade para engolir alimentos, líquidos e saliva
Hipofonia: alteração na fala caracterizada por voz fraca, baixa e pouco audível
Os sintomas não motores (ou de não movimento), são comuns e costumam comprometer a qualidade de vida dos pacientes:
Depressão e/ ou ansiedade
Apatia: falta de motivação
Transtornos do sono (insônia, sonolência diurna, distúrbio comportamental do sono REM)
Demência
Alucinações e delírios
Distúrbios do olfato (entre eles, hiposmia)
Hipotensão ortostática: pressão arterial baixa ao levantar
Constipação intestinal (prisão de ventre)
Disfunção sexual
Sudorese excessiva
QUAL É A CAUSA?
A doença de Parkinson é causada pela degeneração ou morte das células do cérebro (neurônios) produtores de dopamina (“dopaminérgicos”), uma substância química que regula o movimento, em uma área específica do cérebro chamada substância negra. A falta ou diminuição da dopamina afeta a comunicação entre os neurônios, levando aos sintomas característicos da doença.
A causa da doença de Parkinson é desconhecida, mas vários fatores podem estar combinados e influenciar.
QUAIS SÃO OS FATORES DE RISCO?
Idade
Sexo masculino
Fatores genéticos
Fatores ambientais, pesticidas, toxinas e produtos químicos
Traumatismo craniano
QUAL É O TRATAMENTO?
Ainda não foi encontrada cura para a doença de Parkinson, mas há diversos tratamentos.
Medicamentos: para corrigir o desequilíbrio de dopamina no cérebro.
Mudança do estilo de vida: alimentação balanceada, atividade física, rotina diária.
Cirúrgico: estimulação cerebral profunda (DBS), estimulação magnética transcraniana (EMT), ultrassom focalizado de alta intensidade (HIFU).
Seguimento regular com Neurologista.
Seguimento regular com equipe multidisciplinar: fisioterapia, fonoaudióloga, terapia ocupacional, psicóloga, nutricionista.
Dra. Fabiana de Moraes Goraieb
Médica Neurologista especialista em Doença de Parkinson e Distúrbios do Movimento
CRM-SP: 163559 RQE: 73129
Fonte:
Tolosa, E., Wenning, G., & Poewe, W. (2006). The diagnosis of Parkinson's disease. The Lancet. Neurology, 5(1), 75–86. https://doi.org/10.1016/S1474-4422(05)70285-4
Aslam, S., Manfredsson, F., Stokes, A., & Shill, H. (2024). "Advanced" Parkinson's disease: A review. Parkinsonism & related disorders, 123, 106065. https://doi.org/10.1016/j.parkreldis.2024.106065





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